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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Observatório Nacional desenvolve equipamento de alta tecnologia para operação naval submersa

Os magnetômetros no ambiente de montagem e calibração
O Observatório Nacional entregou, no último dia 5 de maio, 35 magnetômetros especialmente desenvolvidos em seu Laboratório de Desenvolvimento de Sensores Magnéticos (LDSM) para a Marinha do Brasil.
A Base Naval de Aratu (BNA), localizada em Salvador/BA, é a única da America Latina que realiza procedimentos de identificação magnética nos navios da armada brasileira e de outros países. A atividade é executada desde a década de 1970, com instrumentos importados e já defasados tecnologicamente. Visando a uma modernização nessa atividade, a BNA solicitou ao ON o desenvolvimento de um protótipo, o que foi feito com êxito poucos meses depois, pelo grupo de instrumentação geomagnética do Observatório Nacional, coordenado pelo pesquisador Luiz Benyosef.
Esse primeiro instrumento superou os importados alemães e norte-americanos em sensibilidade, apresentando vantagens como uso de recursos tecnológicos atualizados, redução das despesas com importação, facilidade e agilidade nos trabalhos de manutenção. A Marinha Brasileira, então, encomendou ao ON a construção de 35 magnetômetros, que foram projetados para os serviços de assinatura magnética realizados na BNA e finalizados este ano. 
Magnetômetros são dispositivos utilizados para medir, com grande precisão, a intensidade de campos magnéticos ou das suas variações. Esses instrumentos tem aplicação diversa como nas pesquisas científicas em observatórios ou em satélites, na prospecção mineral e de petróleo, em terra ou a bordo de aviões, e nas atividades de defesa, como esta em que são utilizados os equipamentos desenvolvidos pelo ON.
Magnetômetro para uso naval submerso 
desenvolvido e construído no ON
Os instrumentos entregues utilizam sensores de alta resolução do tipo fluxgate, desenvolvidos pelo geofísico Luiz Benyosef. O desenvolvimento do circuito eletrônico associado ficou sob a responsabilidade do geofísico André Wiermann, e todas as etapas da montagem tiveram a participação do técnico José Roberto Carvalho. Finalmente, com os equipamentos parcialmente montados, o engenheiro Gustavo Cabral juntou-se à equipe, auxiliando e desenvolvendo um sistema interativo que facilitou e agilizou a calibração final de cada instrumento formado pelo sistema sensor e pela eletrônica associada.
Fonte: www.on.br

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