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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Trabalhadores de TI de SP aprovam adesão à greve geral em 28 de abril

Em assembleia, profissionais referendaram a participação do Sindpd nas mobilizações" do Dia Nacional de Paralisação
Os trabalhadores de tecnologia da informação do estado de São Paulo aprovaram em assembleia, a adesão à greve geral nacional. Com o mote "28 de abril, vamos parar o Brasil", o Dia Nacional de Paralisação visa defender as conquistas e os direitos dos trabalhadores, ameaçados pelas reformas da Previdência, trabalhista e pela terceirização irrestrita.

A adesão à greve do dia 28 foi aprovada por unanimidade pelos trabalhadores presentes na assembleia, segundo o Sindpd, sindicato da categoria. A entidade diz que os profissionais de diversas empresas de TI de São Paulo corroboraram o desejo de lutar pelos direitos trabalhistas e previdenciários, evitando retrocessos e a desvalorização da profissão.

"Precisamos assumir de uma vez por todas a responsabilidade de dizer não ao Congresso Nacional, não à reforma trabalhista, não à reforma previdenciária e não à reforma política que eles estão trazendo. Acima de tudo, precisamos mostrar que queremos um Brasil com mais emprego, mais desenvolvimento", defendeu Antonio Neto, presidente do Sindpd, em seu discurso.

O dirigente afirmou que o Sindicato irá se organizou para conscientizar e mobilizar os trabalhadores de TI. "Dizer é fácil, nós temos que fazer, e fazer com responsabilidade. Tenho certeza que cada um de nós dará o seu máximo para que a gente possa efetivamente ajudar todo o movimento nacional para uma paralisação geral no dia 28", disse Neto.

O Sindpd comunicará todas as empresas da base sobre o estabelecimento do rito de greve, abrindo negociação para definir as cotas que, em alguns casos, sejam necessárias para manter serviços essenciais.

Antes de aprovarem a adesão à greve geral, os profissionais de TI também referendaram uma série de moções de repúdio às reformas e ataques sofridos pela classe trabalhadora no cenário atual. Foram aprovadas moções contra a reforma da Previdência, a reforma trabalhista, a terceirização indiscriminada, a extinção da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho, bem como contra a reoneração da folha de pagamento do setor de TI.

Fonte: idgnow.com.br

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