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quarta-feira, 5 de abril de 2017

CBPF vai participar do SibratecNANO com três projetos

O Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), deve participar da recém-anunciada 3ª chamada do SibratecNANO com três projetos ligados ao desenvolvimento de nanossensores e nanomateriais, em trabalho conjunto com empresas privadas brasileiras de alta tecnologia.
Os temas dos projetos do CBPF são os seguintes: nanodispositivos sensíveis a campos magnéticos muito sutis; materiais nanocristalinos para medição precisa de correntes elétricas; microrressonadores para uso em equipamentos de ressonância magnética nuclear. Os dois primeiros são com a empresa Magmattec Magnetic Materials Technology, em Cachoerinha (RS); o último, com a empresa Fine Instrument Technology (FIT), de São Carlos (SP).
Operado pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) – em nome do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) –, o SibratecNANO é “um instrumento de aproximação, articulação e financiamento de projetos cooperativos entre micro, pequenas médias e grandes empresas” e as 23 instituições de ciência e tecnologia do país que fazem parte do chamado SisNANO (Sistema Nacional de Laboratórios de Nanotecnologia).
Dispositivo para detecção de gases a partir de um nanofio de óxido de zinco
(Crédito: Labnano/CBPF)
A 3ª chamada do SibratecNANO contempla duas grandes áreas: i) nanodispositivos e nanossensores; ii) nanomateriais e nanocompósitos.
Os projetos serão recebidos até 26 de maio deste ano. Em 13 de junho seguinte, saem os resultados dos enquadramentos e, em 10 de julho, ocorre a divulgação dos resultados e contratações.
O LabNano
Inaugurado em 2010 – com início do atendimento a usuários em fevereiro do ano seguinte –, o Laboratório Multiusuário de Nanociência e Nanotecnologia do CBPF (Labnano) faz parte do SisNano.
“Com esse vínculo, o CBPF pode captar projetos de pesquisa e desenvolvimento junto às empresas. Os valores-limite por projeto é de aproximadamente R$ 400mil, e a empresa banca algo entre 5% e 10% do valor”, explicou Rubem Sommer, pesquisador titular do CBPF e coordenador do Labnano, que é também um dos laboratórios estratégicos do MCTIC no âmbito da Iniciativa Brasileira em Nanotecnologia (EBNano).
Interior de uma câmara de sputtering, processo usado para produzir nanomateriais
(Crédito: Labnano/CBPF)
Sommer explica que os recursos do SibratecNANO – que devem ser necessariamente voltados para a infraestrutura (insumos e equipamentos) dos laboratórios de pesquisas onde os projetos serão desenvolvidos – são alocados a uma fundação de apoio. No caso do CBPF, isso tem ocorrido por meio da Fundação de Apoio à Computação Científica (FACC), órgão de direito privado e sem fins lucrativos que trata da gestão administrativa e financeira de projetos executados no âmbito das instituições de pesquisa conveniadas.
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