Por Raíssa Rezende de Faria*
Há
muitos e muitos anos, numa galáxia muito distante, um alienígena de gênero
feminino, de cabelo colorido, Rai, e seu fiel escudeiro P-26, um androide
criado pela própria, viajam em busca dos últimos shampoos roxos legítimos de
vômito de assiar, das quentes colinas de Ayne.
Era
mais um dia escuro no planeta Xela, Rai e P-26 saiam em busca de mais
informações sobre o paradeiro do misterioso fornecedor do shampoo.
– Bom dia! – diz um vendedor de
sucata – Eu sinto muito, mas eu realmente não sei onde o Sr. Langdon se
localiza. No seu último sumiço, tinha como destino ir à via Temer. Mas lá é um
lugar de muitos golpes, como você deve saber. Meu amigo ali, que não fala sua
língua, afirma que ele já voltou para cá. Pra que planeta, “fia”, só ele sabe!
– Muito obrigada, de qualquer
forma. Respondeu, e voltou à sua pesquisa.
E
caminhou! Por vários anos-luz caminhou. Até achar Bajja, um magrelo chefão de
tudo, num planeta deserto, Igiul.
– Olá! – ela o cumprimentou –
Onde posso encontrar sir Langdon? – Fazendo com que toda aquela sala, cheia de
criaturas desprezíveis, começasse a rir.
– Você acha mesmo que irei te
contar? – Disse, debochado.
– Não sei. Por isso que tô
perguntando, né!
– Eu nunca te contaria que ele
está em Oxor! – E ficou em silêncio espantado.
– Muito obrigada, pela sua
completa idiotice.
E a
garota saiu correndo à companhia de P-26. Subiu à sua nave e saiu ao seu
destino.
– Que felicidade, P-26! Que cara
tosco! Pelo menos eu irei ter um cabelo hidratado.
Quando
chegam, a primeira coisa avistada é o fornecedor. Os olhos da garota brilham de
alegria.
– Sir Langdon! Pelo amor do meu
cabelo, me dê o shampoo roxo! Eu serei grata eternamente!
*Educanda da atividade de Princípios e Curiosidades Científicas do CEDET
Responsável pela atividade e revisor do texto: Paulo Basso
Responsável pela atividade e revisor do texto: Paulo Basso

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