Por Paulo Basso*
A Teoria da Evolução
não é, ao contrário do senso comum disseminado entre a população,
uma possibilidade, um “achismo”. A expressão “teoria” tem o
sentido de princípios básicos e elementares, fundamentos, de uma
ciência ou campo de estudo. É uma hipótese já posta à prova,
confirmada, aceita por cientistas orientados e experimentados no
assunto – mesmo que sempre esteja sujeita a modificação de acordo
com novas descobertas.
Portanto, a Teoria da Evolução abarca o conjunto dos fatos que demonstram que as espécies evoluem e
dos princípios que explicam os mecanismos envolvidos. No mesmo
sentido podemos citar a Teoria celular, a Teoria da Relatividade e a
Teoria Atômica.
Retirado esse empecilho,
pode-se aprofundar o entendimento sobre como a proposta teórica de
Charles Darwin ganhou respaldo, comprovação e força suficiente
para explicar um vasto leque de fenômenos relacionados à vida, e à
sua evolução.
![]() |
| Gregor Mendel |
Dentre os principais
aportes teóricos e comprovacionais para o estabelecimento dos
mecanismos evolutivos, pode-se citar a genética.
Através de acuradas observações e estudos, o monge agostiniano austríaco, Gregor Mendel, definiu as leis da hereditariedade, ou Leis de Mendel.
Através de acuradas observações e estudos, o monge agostiniano austríaco, Gregor Mendel, definiu as leis da hereditariedade, ou Leis de Mendel.
Em sua teoria da Seleção
Natural, Darwin havia observado que pequenas variações individuais,
em dada população, pode ocasionar maior possibilidades de
sobrevivência e reprodução – essas variações são transmitidas
hereditariamente para a geração seguinte. Entretanto, havia um
problema! A variação, com o passar das gerações, seria diluída - ao longo do tempo ocorreria uma homogenização das características.
Dessa maneira, não haveria “material” sobre o qual a natureza
operar sua seleção dos organismos mais aptos.
As Leis de Mendel
resolvem essa questão ao descobrir que não ocorre uma mistura,
como tintas em um balde. Pelo contrário, a informação genética é
particulada – o genótipo apresenta relações de prevalência na manifestação do fenótipo.
Essa descoberta foi
fundamental para o estabelecimento do que ficou conhecido como
neodarwinismo, síntese neodarwiniana ou síntese evolutiva moderna.
Ou seja, a síntese neodarwiniana combina a Teoria da Evolução das
Espécies – por meio da Seleção Natural – de Charles Darwin e a
hereditariedade genética, descoberta por Gregor Mendel. Dessa
maneira, os principais fatores evolutivos são a mutação, a
recombinação genética e a seleção natural.
Portanto,
a seleção natural, que possibilita toda a variedade da vida, atua
sobre a variabilidade existente entre os indivíduos de uma espécie,
transmitindo as características favoráveis à geração subsequente
através da hereditariedade genética.
As
restrições impostas à sobrevivência pelo ambiente (limite de
alimentos, doenças, parasitas, predadores etc.) são palco e
personagens, no grandioso e intrincado teatro da vida.
*Historiador e Pós-Graduado em Psicologia e Altas Habilidades/Superdotação



Nenhum comentário:
Postar um comentário