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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Charles Darwin, a Teoria da Evolução e a Psicologia Evolucionista - Parte II

Por Paulo Basso*

A Teoria da Evolução não é, ao contrário do senso comum disseminado entre a população, uma possibilidade, um “achismo”. A expressão “teoria” tem o sentido de princípios básicos e elementares, fundamentos, de uma ciência ou campo de estudo. É uma hipótese já posta à prova, confirmada, aceita por cientistas orientados e experimentados no assunto – mesmo que sempre esteja sujeita a modificação de acordo com novas descobertas. 
Portanto, a Teoria da Evolução abarca o conjunto dos fatos que demonstram que as espécies evoluem e dos princípios que explicam os mecanismos envolvidos. No mesmo sentido podemos citar a Teoria celular, a Teoria da Relatividade e a Teoria Atômica.
Retirado esse empecilho, pode-se aprofundar o entendimento sobre como a proposta teórica de Charles Darwin ganhou respaldo, comprovação e força suficiente para explicar um vasto leque de fenômenos relacionados à vida, e à sua evolução.
Gregor Mendel
Dentre os principais aportes teóricos e comprovacionais para o estabelecimento dos mecanismos evolutivos, pode-se citar a genética.
Através de acuradas observações e estudos, o monge agostiniano austríaco, Gregor Mendel, definiu as leis da hereditariedade, ou Leis de Mendel.
Em sua teoria da Seleção Natural, Darwin havia observado que pequenas variações individuais, em dada população, pode ocasionar maior possibilidades de sobrevivência e reprodução – essas variações são transmitidas hereditariamente para a geração seguinte. Entretanto, havia um problema! A variação, com o passar das gerações, seria diluída - ao longo do tempo ocorreria uma homogenização das características. Dessa maneira, não haveria “material” sobre o qual a natureza operar sua seleção dos organismos mais aptos.
As Leis de Mendel resolvem essa questão ao descobrir que não ocorre uma mistura, como tintas em um balde. Pelo contrário, a informação genética é particulada – o genótipo apresenta relações de prevalência na manifestação do fenótipo.
Essa descoberta foi fundamental para o estabelecimento do que ficou conhecido como neodarwinismo, síntese neodarwiniana ou síntese evolutiva moderna. Ou seja, a síntese neodarwiniana combina a Teoria da Evolução das Espécies – por meio da Seleção Natural – de Charles Darwin e a hereditariedade genética, descoberta por Gregor Mendel. Dessa maneira, os principais fatores evolutivos são a mutação, a recombinação genética e a seleção natural.

Portanto, a seleção natural, que possibilita toda a variedade da vida, atua sobre a variabilidade existente entre os indivíduos de uma espécie, transmitindo as características favoráveis à geração subsequente através da hereditariedade genética.
As restrições impostas à sobrevivência pelo ambiente (limite de alimentos, doenças, parasitas, predadores etc.) são palco e personagens, no grandioso e intrincado teatro da vida.

*Historiador e Pós-Graduado em Psicologia e Altas Habilidades/Superdotação

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