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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Aprovado texto de adesão brasileira à instituição europeia de pesquisa astronômica

O Brasil assumirá a condição de coproprietário de telescópios e equipamentos científicos de grande porte localizados no deserto do Atacama, no Chile

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou nesta quinta-feira (14) parecer favorável ao Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 37/2015(Geraldo Magela/Agência Senado)

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou nesta quinta-feira (14/05) parecer favorável ao Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 37/2015. O objetivo do decreto é aprovar o texto da convenção que estabelece a Organização Europeia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Austral, cuja adesão brasileira foi assinada em 2010.
Conforme o acordo de adesão à convenção, o Brasil se tornará o 15º país membro do Observatório Europeu do Sul (ESO, sigla em inglês para European Southern Observatory), que detém a mais importante infraestrutura do mundo nas áreas de astrofísica, cosmologia e astronomia ótica.
O Brasil assumirá a condição de coproprietário de telescópios e equipamentos científicos de grande porte localizados no deserto do Atacama, no Chile. Como contrapartida, deverá, até 2021, fazer o aporte de 270 milhões de euros, sendo 130 milhões a título de taxa de adesão e 140 milhões a título de anuidade.
O relator, senador Lasier Martins (PDT-RS), ressaltou que, embora seja um investimento a longo prazo na ciência e tecnologia, trata-se de negócio que poderá dar retorno ao país desde já. Para ele, a demora na conclusão do processo de adesão implica perdas do ponto de vista financeiro e de conhecimento por parte da indústria brasileira e também da comunidade científica.
Lasier também lembrou que, com a adesão ao ESO, o Brasil deverá participar da construção e será coproprietário do maior telescópio óptico do mundo, que será instalado no deserto do Atacama, norte do Chile.
- Se o Brasil não finalizar o processo de adesão o quanto antes, poderá ficar fora do empreendimento - alertou.
A proposição foi votada em caráter não terminativo e segue agora para o Plenário.

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